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re -, EXECUÇÃO - ARRESTO - EMBARGOS DE TERCEIRO - ART. 1.046/CPC - COBRANÇA DE TAXAS CONDOMINIAIS

ABNT (NBR 6023)

BRASIL. re -.

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Acórdão

IMPOSTO DE TRANSMISSÃO INTER VIVOS

COMPROMISSO DE COMPRA E VENDA

IMÓVEL — EXECUÇÃO - ARRESTO - EMBARGOS DE TERCEIRO - ART. 1.046/CPC - COBRANÇA DE TAXAS CONDOMINIAIS

Recurso
re -
Tribunal

Ementa

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA MMª ....... VARA CÍVEL DE ....................................... Distribuição por dependência aos autos nº............ ...................., brasileira, solteira, portadora do RG: ............... e do CPF: .........., residente e domiciliada à Rua ................................. nº ....... apto ...................... cidade de ................/........., por seus procuradores ao final assinados, comparece, respeitosamente à presença de Vossa Excelência, para, com fulcro nos artigos 1.046 e seguintes do Código de Processo Civil, propor os presentes. EMBARGOS DE TERCEIRO em face do arresto efetivado em bem imóvel de sua propriedade nos autos ............, em favor do ..................................................................................................., nestes autos já qualificado, pelos motivos de fato e de direito que passa a expor: 1. A LIDE PRINCIPAL Os autos .............., ação promovida pelo embargo em face de ..............................., culminaram no processo de execução, tendo por resultado o arresto em bem imóvel de propriedade da embargante. Compulsando os autos principais, ainda, verificam-se situações até certo ponto inusitadas. Enquanto a lide tramitava em face do embargado e do Sr. .................... e da Sra. ............................. interveio no processo, pessoalmente e em cartório, para dizer que era a proprietária do imóvel e responsável pela dívida, chegando, inclusive, a proceder a um pagamento parcial. Em que pesa a nítida irregularidade, já desde aquela época sabia-se que o .................. não estava executando a pessoa correta, responsável pelos débitos das taxas condominiais, seguiu-se o processo até seu termo, com o devido saneamento. No entanto, o Poder Judiciário declarou que o Sr. ............ era o responsável pela dívida. Tentando localizá-lo e não conseguindo, o ................... requereu fosse procedido o arresto do bem imóvel, cuja escritura, à época do ajuizamento da ação, constava como sendo de propriedade da .........., com a promessa de compra e venda ao executado, embora, sabidamente nos próprios autos, não fosse mais com ele que ocorria a relação. Referido bem, no entanto, nesta fase processual, já era de propriedade da embargante, que regularizou toda a documentação do imóvel, completamente alheia de que sob o bem referido pendia uma cobrança de condomínios que perdurava já há muitos anos na esfera judicial. Demonstra-se, a seguir, a impossibilidade de qualquer constrição sobre o bem, o qual não é de propriedade do Sr. ....................................., mas da embargante, sendo imprestável para fins de garantia ou mesmo de pagamento da dívida executada. 2. PROPRIEDADE DO BEM ARRESTADO: O imóvel objeto do arresto nos autos principais, atualmente de propriedade da embargante, foi devidamente regularizado perante o Registro de Imóveis da ....... Circunscrição de .............../............. Verifica-se, pela matrícula do imóvel, de nº ................, que o primeiro proprietário do imóvel foi a ................. Registro data de ..... de ........... de ........ O imóvel encontrava-se hipotecado em favor do ........... Na mesma data, foi firmado Instrumento Particular de Compromisso de Compra e Venda entre a ................... e o ..........................................., réu nos autos principais, com anuência do ............... Referido contrato é regido pela Lei 6.766/1979. O compromisso de compra e venda fora devidamente registrado no Cartório competente. No entanto, em .... de ......... de ........, o Sr. ........................, com anuência de sua esposa, Sra. ............................................. , e a devida anuência da ......................, firmaram contrato de Cessão de Transferência de Promessa de Compra e Venda com o Sr. .............., casado em regime de separação de bens com a ............................ .................. Ressalte-se que referido contrato é regido pela Lei 6.766/1979, que reforçou os termos da norma anterior, Lei 5.049/99. Segundo referida legislação, que regula o parcelamento do solo urbano, o contrato de cessão de posse, de imóvel em que for proprietário entidade delegada da Administração Pública, firmado por instrumento particular, tem força de escritura pública. Com efeito, pede-se vênia para transcrever artigo 26, §3º da legislação aludida: Art. 26 - Os compromissos de compra e venda, as cessões ou promessas de cessão poderão ser feitos por esc