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ACIDENTE DE TRÂNSITO - MOTOCICLETA - TRÁFEGO NA CONTRA-MÃO - DANO MATERIAL - LUCRO CESSANTE - JUIZADO ESPECIAL CÍVEL, Rel. CAMARGO SAMPAIO

ABNT (NBR 6023)

BRASIL. Relator: CAMARGO SAMPAIO.

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Acórdão

PROMESSA DE COMPRA E VENDA

CLÁUSULA DE INALIENABILIDADE

REPARAÇÃO DE DANOS — ACIDENTE DE TRÂNSITO - MOTOCICLETA - TRÁFEGO NA CONTRA-MÃO - DANO MATERIAL - LUCRO CESSANTE - JUIZADO ESPECIAL CÍVEL

Recurso
Tribunal
Relator
CAMARGO SAMPAIO

Ementa

EXCELENTÍSSIMO SR. DR. JUIZ DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DA COMARCA DE .......... ......., brasileiro, casado, carpinteiro, portador da C.I. n. ..........., e CPF/MF sob n. ......., residente e domiciliado à ..............., por meio de seus advogados e bastante procuradores que esta subscrevem (m.j.), com endereço impresso no cabeçalho, onde recebem as comunicações de estilo (art. 39, I, do CPC), comparece à douta e honrosa presença de V. Exa., para propor a presente Ação de Reparação de Danos c/c Lucros Cessantes, por ato ilícito em acidente de trânsito, em desfavor de ................, brasileiro, casado, profissão ignorada, residente e domiciliado à Rua ........., e ............., brasileiro, estado civil e profissão ignorados, residente e domiciliado à Rua ............. com fundamento nos artigos 186, 942, 932, todos do novo Código Civil Brasileiro c/c a Lei Federal 9.099/95 e nos dispositivos da Lei 9.602/98, consoante os argumentos de fato e de direito a seguir alinhavados: I - DOS FATOS: Conta o Reclamante e comprova com a documentação acostada que, no dia ...../...../....., por volta das ....... horas, foi vítima de acidente de trânsito, no momento em que conduzia sua moto ........, placa ......., cor vermelha, ano/mod./......, chassi: ........, pela Rua ........., Setor ......, quando surgiu pela contramão de direção (via de mão única), o veículo ............, cor ......., placa: ....... chassi .........., conduzida pelo primeiro reclamado e cadastrado junto Detran/....., em nome do segundo Reclamado, colidindo, de frente, com a Moto conduzida pelo Reclamante (ponto de impacto: após curva). Sobre o fato não fora feito o Boletim de Acidente no momento do evento, em virtude do reclamante ter-se machucado gravemente, com fraturas no braço e ombro direito, o qual foi socorrido em seguida por terceiros. Assim, foi registrado no dia ..../...../.... o Boletim de Ocorrência de n. ...... pela esposa do reclamante, a qual não soub e informar se quer o nome do condutor. (em anexo). Nos dias ...... de ....... deste ano, foi lavrado o termo de declarações, do então causador do acidente, ora primeiro reclamado, o qual declara que o reclamante é que estava trafegando na contra-mão. Esta versão é descabida e irreal aos fatos. E, ainda declara que dirige há mais de 20 (vinte) anos, "mas não é habilitado". (suas declarações). Não há dúvidas e restará provado que o acidente ocorreu por culpa única e exclusiva do primeiro reclamado, pois conscientemente conduziu o veículo pela CONTRAMÃO DE DIREÇÃO, configurando um ato de imprudência, além de ferir duramente os dispositivos do Código Brasileiro de Trânsito. Com o acidente em comento, o reclamante sofreu lesões graves como escoriações e fratura no antebraço e ombro direito, e o período para a recuperação possivelmente total ainda esta indefinido, podendo se chegar a 06 (seis) meses. Impossibilitado para o trabalho habitual (carpinteiro) desde o sinistro, o reclamante que razoavelmente fatura a média mensal de R$ .........., deixou de ganhar até o presente momento (03 meses) a título de lucros cessantes o valor de R$ ....... O reclamante, conforme última consulta recebeu um atestado para cinco (05) meses de repouso, daí a necessidade de reparar também a título de lucros cessantes por mais 02 (dois) meses, sem saber ainda se recuperará suas mobilidades, o que causará um prejuízo nos próximos dois (02) meses no valor de R$ .......... Totalizando a título de Lucros Cessantes o montante de R$ ........... Além dos danos pessoais e lucros cessantes, o reclamante sofreu prejuízos a título de danos materiais em sua moto........., e para sua recuperação, o reclamante terá que desembolsar a quantia de R$ ......, conforme faz prova o menor orçamento em anexo. O veículo moto ........ é usado pelo Reclamante para locomover-se nos constantes trabalhados, o qual, conforme documento acostado, é semi-nova. Daí, pela intensidade dos danos causados pelo embate, impõe-se também o reconhecimento da depreciação e desvalorização deste veículo em seu valor de mercado, e em muitas decisões esta queda aproxima no percentual de 10% (dez por cento). Sua moto que antes do sinistro valia R$ ..........., sofreu uma desvalorização após o sinistro no valor de R$ ........, calculados no importe de 10% (dez por cento). Assim, com tal visão, vejam-se as palavras contundentes da Egrégia 6.ª Câmara Cível do TJ de São Paulo: A verba de depreciação de veículo é admitida normalmente, porque carro trombado não te

Nota da redação

Revista dos Tribunais